Páginas

terça-feira, 27 de setembro de 2016

Shitōryū

Contar a história do estilo Shitōryū querendo posicionar uma data específica de sua criação não é uma tarefa fácil, diríamos que nem sabemos se isto é possível. Por quê? Porque o estilo não foi fundado em uma data e de uma única vez, mas sim foi o resultado de anos contínuos de treinamento e pesquisas feitas por Kenwa Mabuni.

Contudo, atualmente, temos algumas informações circulando pela Internet e alguns livros escritos pelo fundador do estilo e outros autores que pode nos dar alguma noção de como este processo aconteceu.

Sabe-se, por exemplo, que o método que resultou no estilo Shitōryū foi desenvolvido já em terras nipônicas, pois consoante as fontes disponíveis, Kenwa Mabuni não possuía um estilo próprio definido antes de chegar às ilhas principais do Japão.

Em 1929, já em Ōsaka, ainda ensinava Tōde (antigo nome do Karatedō), conforme havia aprendido com Ankō Itosu, Kanryō Higaonna, Seishō Aragaki, etc...

Em 1931, dois anos depois de ter se mudado com sua família para Ōsaka, seus alunos referiam-se a seus ensinamentos como Mabuni-ryū, ou seja, “estilo de Mabuni”, mas isso era algo informal e não há nenhuma fonte que esclareça o que o mestre ensinava neste período.

Consta que, por volta de 1933, Kenwa Mabuni teria iniciado uma espécie de fusão dos ensinamentos do Tōde aprendido com Ankō Itosu, Kanryō Higaonna, Seishō Aragaki, etc.

Porém, aqui surge um elemento importante que irá definir algumas características do estilo: o fato de Kenwa Mabuni agregar conhecimentos de outras figuras importantes dentro do Tōde da época.

Fica claro que neste período a aprendizagem e posterior ensino feito por Kenwa Mabuni já abarcava uma gama maior de conhecimentos do que “simplesmente” o Tōde de Ankō Itosu, Kanryō Higaonna e Seishō Aragaki iniciais, é justamente a combinação de todos estes elementos que viria a resultar no que conhecemos hoje como Shitōryū.

Não nos parece que Kenwa Mabuni, ou qualquer outro fundador de estilo, tivesse uma preocupação com o fato de criar algo próprio, mas sim que tinham como ocupação a preservação do Tōde. 

Por volta deste período, começam muitas mudanças na arte. O precursor destas mudanças foi Gichin Funakoshi. Entre as mudanças estava a troca do nome da arte de Tōde para Karate, o acréscimo do Kanji Dō ao nome da arte, a implementação de um uniforme (Karatedōgi) e a aquisição de um sistema de graduação. Todas estas alterações foram exigências da Dai Nippon Butoku-kai (Associação das Virtudes Marciais do Grande Japão) que passaram a vigorar no Japão em Dezembro de 1933, mas somente foram aceitas em Okinawa em 1936.

Quando o assunto é nome de estilos há registros que em 1938, novamente pressionados pela Dai Nippon Butoku-kai, organização fundada em 1885 para administrar as artes marciais japonesas, os mestres tiveram que nomear seus sistemas a fim de obter reconhecimento oficial por parte desta instituição, que representava o Ministério da Educação Japonês.

Segundo relatos e registros de seus discípulos antigos, Kenwa Mabuni teria colocado inicialmente o nome Hankōryū (“estilo metade duro”), dando ao estilo uma conotação semelhante ao Gōjūryū, para descrever seu sistema de ensino, mas não tardou a modificar o nome para Shitōryū, descrição que melhor refletia o profundo respeito que sentia por seus dois principais mestres: Ankō Itosu e Kanryō Higaonna.

O que tem o nome Shitōryū a ver com Ankō Itosu e Kanryō Higaonna? Tudo!

Kenwa Mabuni utilizou os dois primeiros Kanji que compõem os nomes de cada um de seus mestres para formular o nome do estilo.

Alguém pode perguntar: “Ah, mas tem algo errado aí! O nome do estilo não deveria ser “Ito-Higa-ryū” então?”

É aqui que nosso desconhecimento sobre Nihongo (Língua Japonesa) gera problemas e informações equivocadas.

Sabemos que não é de conhecimento geral, mas em japonês (Nihongo) existem três formas de leitura dos diversos Kanji, são elas: On’yomi, Kun’yomi e Nanori.

As regras de escrita japonesa são:
“Palavras compostas por dois ou mais ideogramas deve-se utilizar a forma On’yomi de leitura e palavras utilizando ideogramas isolados, devem usar a forma Kun’yomi de leitura. Nanori é utilizada apenas para nomes de pessoas”.
Quando usamos a forma de leitura On’yomi o Kanj ITO [糸] do nome de ITOSU [糸洲] é lido SHI [糸], e o ideograma HIGA(SHI) [東] do nome de HIGAONNA [東恩納] é lido TŌ [東].

A palavra Ryū significa “corrente, fluxo, estilo”. Portanto, embora não tenha um significado literal, Shitōryū é normalmente traduzido como “Estilo de Itosu e Higaonna”.

Falando de uma forma simples e resumida, o estilo Shitōryū é basicamente uma combinação das características “duro-linear” do Tōde de Shuri ensinado por Ankō Itosu com a peculiar forma “suave-circular” do Tōde de Naha lecionado por Kanryō Higaonna.

No entanto, tenha cuidado! Embora o Shitōryū esteja fundamento nos ensinamentos de Ankō Itosu e Kanryō Higaonna o estilo é uma verdadeira síntese dos ensinamentos de todos os mestres com os quais Kenwa Mabuni teve contato. O Shitōryū é o sistema de Karatedō mais extenso que existe (diz-se que a ideia de Kenwa Mabuni era reunir toda informação disponível sobre o Karatedō praticado em sua época em busca de uma utópica unificação).

O estilo de Kenwa Mabuni se distingue dos demais pelo grande número de Kata (abarca praticamente todas as formas ensinadas/praticadas em Okinawa), pela suavidade e versatilidade das técnicas (Kenwa Mabuni dizia que as técnicas deveriam ser bonitas, fluídas e ter funcionalidade, ou seja, criou seu sistema baseado na tríade Yō-Ryū-Bi). Técnicas de solo (Ne-waza) e de Kobudō também fazem parte da instrução do estilo.

Um fato interessante é que Kenwa Mabuni não fez unicamente mesclar as vertentes, seu mérito maior foi a organização do treinamento de uma forma racional e “cientifica”. Para isso, criou programas de ensino e metodologias diferenciadas, distintas das que estavam em vigência no período. Ordenou técnicas, criou exercícios separando-os por módulos de trabalho, idealizou alguns Kata (formas) intermediários, com o objetivo de conectar os Kata básicos aos Kata avançados, sempre com o cuidado de preservar suas características de origem.

Segundo registros, Kenwa Mabuni teria transmitido a seus discípulos 12 Kihon-kata, 5 Pin'an-kata e 44 Kaishu-kata. Entre estas formas estavam todos os Kata ensinados por Ankō Itosu e Kanryō Higaonna, algumas ensinadas por Seishō Aragaki e outros mestres de Okinawa. Além disso, incorporou ao estilo alguns Kata ensinados por Gogenki (Wú-xián-guì) e as formas que ele próprio idealizou.

Atualmente, existem muitas linhagens e escolas criadas e ou inspiradas no estilo Shitōryū por todo o mundo... muito foi acrescido ao estilo, por discípulos diretos do fundador, ou mesmo por discípulos de seus pupilos, podendo ser encontrados sistemas que contam com o inacreditável número de 80 Kata em seus currículos de ensino. Não obstante, independentemente da linhagem e da quantidade de Kata praticados nas mesmas, a maioria delas mostram uma plasticidade muito grande e características muito semelhantes.

Kenwa Mabuni era um mestre respeitadíssimo dentro do Karatedō, principalmente quando o assunto era Kata, afirma-se que se dedicou a preservar, em forma e essência, as técnicas dos Kata tradicionais, sempre as repassando exatamente como havia aprendido com seus mestres. Além disso, comenta-se que compreendia cada uma das técnicas que estavam contidas nos diversos Kata.

Suas conexões em Okinawa, e posteriormente no Japão, com mestres de grande reconhecimento, tais como: Jigorō Kanō, Gichin Funakoshi, Chōjun Miyagi, Hironori Ōtsuka, Chōki Motobu, Yasuhiro Kōnishi, entre outros... fez com que o Shitōryū se estabelecesse relativamente rápido em terras nipônicas e que viesse a se tornar um dos quatros principais estilos de Karatedō originados em Okinawa, porém padronizados e desenvolvidos no Japão, alcançando o mesmo patamar de outros três importantíssimos estilos: Gōjūry, Shōtōkan e Wadōryū.

Em Março de 1939, Kenwa Mabuni registrou o Shitōryū na Dai Nippon Butokukai e em Julho do mesmo ano inaugurou a “Dai Nippon Karatedō-kai” (nome posteriormente alterado para “Nippon Karatedō-kai”).

Após o falecimento de Kenwa Mabuni, muitos de seus discípulos se dispersaram. Ken’ei Mabuni, seu filho mais velho, conforme manda a tradição assumiu a liderança do estilo.

Seu segundo filho, Kenzō Mabuni reabriu o Dōjō que ostentava o nome da organização de seu pai: a Nippon Karatedō-kai, localizado na casa da família em Ōsaka.

Todavia, outros mestres foram ensinados diretamente por Kenwa Mabuni e seguiram seu caminho próprio: Ryūshō Sakagami, Kōsei Kuniba, Manzō Iwata, Tani Chōjirō, Masami Watanabe e Ryūsei Tomoyori.

Seus discípulos diretos também preservaram seus ensinamentos transmitindo-os para: Teruo Hayashi, Shōgō Kuniba, Chuzo Kotaka, Tanka Toji, Fumio Demura, Shigeru Kimura, Shiraishi Tsunetaka, Yoshiaki Tsujikawa, Kazuo Kokubo, Ken Sakio, Jun-Ichi Inoue, Toshiyuki Imanishi, Yoshijaru Yoshida e Tōkyō Hisatomi, Yoshimi Inoue, entre outros.

A sede central da Nippon Karatedō-kai ficava no distrito de Kansai, em Ōsaka. Porém, devido aos esforços de Manzō Iwata (1924-1993), foi estabelecida uma filial no leste, em sua própria casa, localizada no distrito de Kantō, em Tōkyō.

Em Novembro de 1960, a matriz de Kansai foi restabelecida por Ken’ei Mabuni. Enquanto Manzō Iwata foi nomeado Presidente da filial de Kantō.

Em 1964, na ocasião do 13º aniversário de morte de Kenwa Mabuni as instituições de Kansai e Kantō realizam o “Campeonato Japonês de Karatedō Shitōryū”.

No mesmo ano, a “Zen Nippon Karatedō Renmei” (Federação Japonesa de Karatedō) foi inaugurada, com a participação do Shitōryū. Foi então criada a “Zen Nippon Karatedō Renmei Shitōkai”, tendo como Presidente Eiichi Tanaka e como Vice-Presidentes Ken’ei Mabuni e Manzō Iwata.

Em 1973, as filiais da Nippon Karatedō-kai foram unificadas, passando a chamar-se Nippon Karatedō Shitōkai. Com a unificação, esta organização iniciou sua divulgação internacional, mestres foram enviados à Ásia, América Latina, Estados Unidos, Cuba, México e Europa.

Em 1º de Fevereiro de 1980, morre Eiichi Tanaka e Ken’ei Mabuni passa a ser o Presidente honorário da “Zen Nippon Karatedō Renmei Shitōkai”. Manzō Iwata permanece como Vice-Presidente ao lado de Teishin Tsujikawa.

Representantes oficiais dos diferentes países reuniram-se na cidade do México, em Novembro de 1990, para discutir o desenvolvimento do Karatedō no mundo e a criação de uma Federação Mundial de Karatedō Shitōryū. A mesma pauta voltou a ser discutida durante o primeiro Pan American Japan Karatedō Shitōkai Championship.

Finalmente, em 19 de Março de 1993, com o surgimento de vários grupos de Shitōryū por todo o mundo, durante o congresso de Ōsaka foi criada em Tōkyō a Sekai Shitōryū Karatedō Renmei (WSKF - World Shitōryū Karatedō Federation), com Manzō Iwata como Presidente.

Oficialmente, o First Shitōryū Karatedō World Championship (Primeiro Campeonato Mundial de Karatedō Shitōryū) foi realizado no Budōkan em Tōkyō, no mesmo ano, juntamente com a continuação do congresso de Ōsaka, evento que contou com a participação de 28 países.

Em Agosto de 1996, foi realizado o Segundo Campeonato Mundial de Karatedō Shitōryū, no México, no ginásio de Educação Física da Universidade de Puebla.

Em 12 de Abril de 1997, foi concluído o Shitōryū Honbu Dōjō, Prefeitura de Saitama, cidade de Asaka.

Em Agosto de 2000, ocorreu o 3º campeonato Campeonato Mundial de Karatedō Shitōryū, no Japão.

Em Agosto de 2003, aconteceu o 4º campeonato Campeonato Mundial de Karatedō Shitōryū, em Moscou, na Rússia.

Em Setembro de 2006, ocorreu o 5º campeonato Campeonato Mundial de Karatedō Shitōryū, em Tōkyō, Japão.

Em Agosto de 2009, aconteceu o 6º campeonato Campeonato Mundial de Karatedō Shitōryū, em Běijīng, na China.

Em Setembro de 2013, ocorreu o 7º campeonato Campeonato Mundial de Karatedō Shitōryū, em Tōkyō, Japão.

Hoje, a quantidade de praticantes e localidades onde o estilo está presente é algo inacreditável, imensurável, e tudo isso começou devido os valiosos esforços de Kenwa Mabuni. Seu estilo, o Shitōryū é uma arte que representa a longa história de tradição do Karatedō de Okinawa.

Embora tenham surgido algumas ramificações do Shitōryū após a morte de Kenwa Mabuni, o estilo permanece único e faz parte dos anais da história das artes marciais reconhecidas e desenvolvidas no Japão.

----------------------------
Texto: Denis Andretta.

sábado, 17 de setembro de 2016

O nome do Karatedō

Você sabe como o Karatedō tem este nome? 

É uma história muito interessante...

A maioria das pessoas pensa que o Karatedō é uma arte marcial muito antiga.

Porém, na realidade, o “Karatedō” tem menos de 100 anos.

Inclusive o seu nome.

Faixas, fileiras, uniformes, terminologia, graduações, estilos, etc, também são invenções modernas.

No entanto, apesar de sua relativa juventude, o Karatedō possui muitos fatos mal interpretados que escodem suas origens, sua profundidade e sua essência reais.

Por exemplo, o próprio nome “Karatedō” em si.

Deixe-me explicar:

O Karate vem de Okinawa, uma pequena ilha localizada ao sul do Japão.

Okinawa foi um importante centro comercial entre muitos países asiáticos, tais como> Tailândia, Birmânia, Filipinas, Taiwan e Coréia.

Mas…

O principal país com o qual Okinawa mantinha contato era a China.

A cultura chinesa era considerada superior, melhor, mais sofisticada...

Cada pessoa, ideia ou produto que vinha da China para Okinawa era tratado com o máximo de respeito – inclusive suas artes marciais.

As artes marciais chinesas eram chamadas de “Tōde” pelos habitantes de Okinawa.

Tōde (Tōdi também escrito, Tuidi, Tōte, etc.) significa literalmente "mão chinesa" na língua de Okinawa.


Agora preste atenção:

O primeiro caractere (“Tō”) também pode ser pronunciado “Kara” em japonês.

Por quê? Porque caracteres japoneses podem ter várias pronúncias.

Aqui é onde a nossa história toma um rumo interessante...

Veja, depois de cultivar “Tōde” por muitos anos em Okinawa, um punhado de praticantes locais (entre eles: Gichin Funakoshi, Kenwa Mabuni, Chōjun Miyagi, Chōki Motobu, etc.) queria espalhar esta arte no Japão continental.

Infelizmente, o Japão estava em conflito histórico com a China neste período.

Tudo o que tinha conexões com a China não agradava os japoneses.

Assim…

A fim de tornar “Tōde” aceito pelo público japonês, várias coisas tinham que mudar.

Inclusive o nome.

O primeiro caractere (“Tō” / “Kara”) foi substituído por um caractere alternativo - também pronunciado “Kara” - mas com o significado “vazio” em vez de “chinês”.


Bingo!

"Mãos chinesas" tornou-se "mãos vazias".

Em 25 de Outubro, em 1936, às 4 da tarde, uma reunião histórica, foi realizada pelos mestres de Okinawa, onde oficialmente se decidiu mudar o nome de “Tōdi” para “Karate”.

Foi acordado que “Karate” seria mais fácil de promover no Japão continental.


O Karate moderno nasceu.

Na verdade, o “Karate” não era apenas mais fácil de pronunciar em japonês, mas também fazia mais sentido para o público em geral, como o seu novo significado ("mãos vazias") ficava mais alinhado com a filosofia em busca de paz da sociedade japonesa moderna.

Por fim, a terminação “Dō” foi adicionada.

"Dō" é a palavra japonesa para 'Caminho' / Via, e significava que o Karate era uma trilha filosófica... um modo de vida – e não apenas um método de combate.

Bam!

Desta maneira a arte da mãos vazias foi criada.

A arte de defesa pessoal, Tōdi, de raízes chinesas, foi substituída pela arte japonesa de autodesenvolvimento, de valores, do Karatedō.

E é assim que o Karatedō chegou ao seu nome atual.

Não é fascinante?

---------------------------

Referências:

ENKAMP, Jesse. How Karate Got Its Name. Disponível em: http://www.karatebyjesse.com/karate-name-meaning/. Acesso em: 17 de Setembro de 2016.

---------------------------

Tradução/Resumo/Adaptações:

Denis Augusto Cordeiro Andretta.

quinta-feira, 10 de março de 2016

Seminário Técnico da Associação Shitōkai do Brasil

Nos dias 5 e 6 de Março de 2016, aconteceu o primeiro Seminário Técnico da Associação Shitōkai do Brasil. O treinamento foi realizado na Academia Koi Fitness, Honbu Dōjō da Associação Shitōkai do Brasil, sob a responsabilidade do Jun-shihan Rogério Saito, Diretor Técnico em nível nacional. 

Participaram do evento Faixas Pretas e Faixas Marrons oriundos de diversas partes do Brasil, tais como: Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo (Interior e Capital).

Como já é um costume dentro dos encontros realizados dentro da Shitōkai, seja em nível nacional ou internacional, a convivência entre os membros demonstrou um clima familiar onde se busca o crescimento de todos através da disponibilização de referências técnicas e teóricas, baseadas no conhecimento repassado pelos diversos mestres existentes dentro da escola Shitōkai, que tem como expoente máximo nas Américas o Kyōshi Shōkō Satō.

A Associação Gaúcha de Karatedō Shitōryū marcou presença no treinamento através do seu Diretor Técnico, Denis Andretta, e dos graduados David Chimango e Rafael Ilhescas.

O Presidente da Associação Shitōkai do Brasil, Ivonei Dambros, e o Diretor Técnico, Rogério Saito, como sempre mostraram um conhecimento impar acerca do Karatedō Shitōryū e, da mesma forma, receberam os representantes oriundos de diversas localidades de forma muito acolhedora, dando toda a atenção possível e necessária a cada uma das delegações.

O Seminário Técnico foi dividido em três etapas, no Sábado, pela manhã e pela tarde e no Domingo pela manhã. Apontamento de referências, discussões teóricas para fundamentar a prática, participação e respeito ao conhecimento e aos questionamentos de todos, ensino e aprendizagem... resumem os aspectos abordados durante todos os treinamentos.

Em complementação e aproveitando a presença dos Representantes Oficiais da Associação Shitōkai do Brasil de todo os país, também foi realizada a Assembleia Geral da Entidade, no Sábado à noite. O relato e a avaliação do trabalho realizado no ano que passou, propostas de trabalho para este ano, realização e participação em eventos foram alguns dos temas abordados durante a reunião.
“Fantástico! Palavras não podem descrever a sensação, o clima, vivenciado durante os encontros dos membros da Associação Shitōkai do Brasil. Rever velhos amigos, fazer novas amizades, e o mais importante... aprender com todos... são vivências que não tem preço. 
Sinto-me honrado com a atenção, a recepção e o respeito com que o Jun-shihan Rogério Saito demonstra a cada vez que nos encontramos. Sou profundamente agradecido pelos seus aconselhamentos, correções e pelo reconhecimento do nosso trabalho aqui no Rio Grande do Sul. 
Estar ao lado de meu Sensei, Ivonei Dambros, trocar ideias, ouvir seus relatos, usufruir de seus conhecimentos, são sempre uma experiência única. 
Retornei a Porto Alegre, no Domingo, ansioso pela chegada do mês de Junho de 2016, quando os professores Ivonei Dambros e Rogério Saito estarão em nossa cidade em função da realização de uma das etapas do Campeonato Brasileiro de Karate. Com certeza, organizaremos um treinamento para aproveitar a presença de ambos.” (Andretta, Denis)
---------------------------------------------------------------------------------------